Desde a antiguidade, a humanidade busca formas de medir e organizar o tempo. Os primeiros calendários eram baseados nos ciclos da lua, mas logo se percebeu que eles não se alinhavam perfeitamente com as estações do ano, cruciais para a agricultura.
O Calendário Juliano, introduzido por Júlio César em 45 a.C., foi uma grande revolução. Ele estabeleceu um ano de 365 dias, com um dia extra a cada quatro anos (o ano bissexto). Essa aproximação era muito boa, mas não perfeita. O ano solar verdadeiro tem cerca de 365,2425 dias, e a pequena diferença do calendário Juliano (365,25 dias) fez com que, ao longo dos séculos, o calendário se desalinhasse das estações em cerca de 11 minutos por ano.
Em 1582, o Papa Gregório XIII introduziu uma reforma para corrigir esse desvio. O Calendário Gregoriano, que usamos hoje, ajustou a regra do ano bissexto: um ano é bissexto se for divisível por 4, exceto para anos terminados em '00', que só são bissextos se forem divisíveis por 400. Essa mudança tornou o calendário extremamente preciso, com um erro de apenas um dia a cada 3.300 anos.